quarta-feira, 11 de abril de 2012

Observatório da Educação

Dados dos municípios:
(abrir um blog com o nome legislacaomunicípio.blogspot.com)


Número de habitantes;

IDH;

PIB;

Número de escolas;

Número de escolas públicas (estaduais e municipais);

Matrículas Gerais;

Matrículas nas escolas públicas;

Matrículas por modalidade (Creche, pré-escola, ensino fundamental; ensino médio; Rural; Urbana; Educação Especial; Educação de Jovens e Adultos; Tempo integral; Tempo parcial) - Fazer evolução das matrículas por ano: 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 (preferencialmente com gráficos);

IDEB (Geral; do município; por escolas; por ano/série)

Recursos repassados por município (Gráficos do Portal da Transparência);

Recursos repassados por escola (Conselho Escolar) pelo PDDE;

Repasses Programas do Governo em 2011 (PNAE; PNATE;EJA; Educação Especial, etc)

Recursos repassados FUNDEB (Tabela FNDE) mês a mês (com gráfico evolução por ano: 2007;2008;2009;2010;2011;2012)



**** Informações do SAGRES TCE/PB:

Receitas com evolução ano a ano (2007; 2008;2009;2010;2011;2012)

Despesas 2011 caracterizar

Quantidade de servidores (especificamente quantos professores com suas devidas designações do PCCR - Ex.: Professor PA, Professor PB etc)

Análise dos Empenhos realizados em 2011 na área de Educação.

Tabela do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

Pesquisa PNAE (questionários CGU):
* Empresa fornecedora e dados das notas fiscsis;
* Comparação dos preços com o comércio local;
* Informações do CAE;
*  Conservação dos alimentos e condições de preparo nas escolas (com fotos da escola).

domingo, 7 de agosto de 2011

Por que aplicar já 10% do PIB nacional na Educação Pública?

Por que aplicar já 10% do PIB nacional na Educação Pública?

A educação é um direito fundamental de todas as pessoas. Possibilita maior protagonismo no campo da cultura, da arte, da ciência e da tecnologia, fomenta a imaginação criadora e, por isso, amplia a consciência social comprometida com as transformações sociais em prol de uma sociedade justa e igualitária. Por isso, a luta dos trabalhadores na constituinte buscou assegurá-la como “direito de todos e dever do Estado”.

No entanto, o Estado brasileiro, por expressar os interesses dos ‘donos do poder’, não cumpre sua obrigação Constitucional. O Brasil ostenta nesse início de século XXI, se comparado com outros países, incluindo vizinhos de América Latina, uma situação educacional inaceitável: mais de 14 milhões de analfabetos totais e 29,5 milhões de analfabetos funcionais (PNAD/2009/IBGE) – cerca de um quarto da população - alijada de escolarização mínima. Esses analfabetos são basicamente provenientes de famílias de trabalhadores do campo e da cidade, notadamente negros e demais segmentos hiperexplorados da sociedade. As escolas públicas – da educação básica e superior - estão sucateadas, os trabalhadores da educação sofrem inaceitável arrocho salarial e a assistência estudantil é localizada e pífia.

Há mais de dez anos os setores organizados ligados à educação formularam o Plano Nacional de Educação – Proposta da Sociedade Brasileira (II Congresso Nacional de Educação, II Coned, Belo Horizonte/MG, 1997). Neste Plano, professores, entidades acadêmicas, sindicatos, movimentos sociais, estudantes elaboraram um cuidadoso diagnóstico da situação da educação brasileira, indicando metas concretas para a real universalização do direito de todos à educação, mas, para isso, seria necessário um mínimo de investimento público da ordem de 10% do PIB nacional. Naquele momento o Congresso Nacional aprovou 7% e, mesmo assim, este percentual foi vetado pelo governo de então, veto mantido pelo governo Lula da Silva. Hoje o Brasil aplica menos de 5% do PIB nacional em Educação. Desde então já se passaram 14 anos e a proposta de Plano Nacional de Educação em debate no Congresso Nacional define a meta de atingir 7% do PIB na Educação em ... 2020!!!

O argumento do Ministro da Educação, em recente audiência na Câmara dos Deputados, foi o de que não há recursos para avançar mais do que isso. Essa resposta não pode ser aceita. Investir desde já 10% do PIB na educação implicaria em um aumento dos gastos do governo na área em torno de 140 bilhões de reais. O Tribunal de Contas da União acaba de informar que só no ano de 2010 o governo repassou aos grupos empresariais 144 bilhões de reais na forma de isenções e incentivos fiscais. Mais de 40 bilhões estão prometidos para as obras da Copa e Olimpíadas. O Orçamento da União de 2011 prevê 950 bilhões de reais para pagamento de juros e amortização das dívidas externa e interna (apenas entre 1º de janeiro e 17 de junho deste ano já foram gastos pelo governo 364 bilhões de reais para este fim). O problema não é falta de verbas públicas. É preciso rever as prioridades dos gastos estatais em prol dos direitos sociais universais.

Por esta razão estamos propondo a todas as organizações dos trabalhadores, a todos os setores sociais organizados, a todos(as) os(as) interessados(as) em fazer avançar a educação no Brasil, a que somemos força na realização de uma ampla campanha nacional em defesa da aplicação imediata de 10% do PIB nacional na educação pública. Assim poderíamos levar este debate a cada local de trabalho, a cada escola, a cada cidade e comunidade deste país, debater o tema com a população. Nossa proposta é, inclusive, promover um plebiscito popular (poderia ser em novembro deste ano), para que a população possa se posicionar. E dessa forma aumentar a pressão sobre as autoridades a quem cabe decidir sobre esta questão.

Convidamos as entidades e os setores interessados que discutam e definam posição sobre esta proposta. A ideia é que façamos uma reunião de entidades em Brasília (dia 21 de julho, na sede do Andes/SN). A agenda da reunião está aberta à participação de todos para que possamos construir juntos um grande movimento em prol da aplicação de 10% do PIB na educação pública, consensuando os eixos e a metodologia de construção da Campanha.

Junho de 2011.

ABEPSS, ANDES-SN, ANEL, CALET-UnB, CFESS, COLETIVO VAMOS À LUTA, CSP-CONLUTAS, CSP-CONLUTAS/DF, CSP-CONLUTAS/SP, DCE-UnB, ENECOS, ENESSO, EXNEL, FENED, MST, MTL, MTST/DF, MUST, OPOSIÇÃO ALTERNATIVA, CSP-CONLUTAS/RN, PRODAMOINHO, SEPE/RJ, SINASEFE, SINDREDE/BH, UNIDOS PRÁ LUTAR.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

CNTE convoca sindicatos para moblização nacional pelo piso

CNTE convoca sindicatos para moblização nacional pelo piso
Em defesa da implementação urgente do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), beneficiando educadores de escolas públicas do ensino básico de todo o país, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizará no dia 16 de setembro, o Dia Nacional de Mobilização, com paralisação, sob o lema: “O piso é lei, faça valer!”. A atividade faz parte de uma ampla Campanha Nacional que a CNTE promoverá em favor do piso, aprovada durante a reunião da Diretoria Executiva e do Conselho Nacional de Entidades (CNE).

A campanha será realizada todo dia 16, até o mês de dezembro com as seguintes ações: 16 de setembro, paralisação; 16 de outubro os professores vão aproveitar o Dia do Professor para elaborar atividades; 16 de novembro, entrega de panfletos em feiras e 16 de dezembro, mobilizações nos estados.

O CNE deliberou que após as eleições municipais de outubro serão organizadas caravanas a Brasília para pressionar o Congresso contra projetos de lei que possam propor alteração da legislação do piso. Serão realizadas audiências públicas em Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas para debater a implantação do PSPN.

As entidades filiadas nos estados também entregarão uma carta compromisso elaborada pela CNTE aos candidatos a prefeitos e vereadores, solicitando a implantação do piso nos municípios. Caberá às entidades, divulgar nota em defesa da legalidade do piso em jornais regionais.

A reunião do Conselho Nacional de Entidades definiu, ainda, realizar uma outra Campanha Nacional, desta vez, pela liberdade de expressão dos educadores; reivindicar a participação da CNTE nas audiências públicas sobre planos de carreira; promover a

Décima Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública e um seminário nacional para debater certificação e avaliação de desempenho.

Quanto às políticas sindicais, o CNE aprovou a realização de encontro nacional dos conselheiros estaduais do Profuncionário, neste ano, para debater a situação e agilizar o desenvolvimento do programa no país; a inclusão dos novos representantes da CNTE no Conselho Político do Profuncionário; o envio de carta compromisso aos prefeitos para implantação do programa nos municípios; e a realização de pressão junto ao Ministério da Educação para criação de grades curriculares de curso superior para funcionários de escolas. No que se refere às políticas sociais - Coletivo Anti-Racismo foi definida a realização de um seminário nacional para debater o currículo pluri-étnico. (CNTE)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Irmãos tentam provar à Justiça que podem estudar só em casa

18/08/2008 - 09h58
CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Dois adolescentes de Timóteo (216 km de Belo Horizonte) iniciam hoje uma verdadeira maratona de testes para provar à Justiça mineira que têm condições de continuar estudando em casa, orientados pelos pais.

Jonatas, 14, e Davi, 15, estão há dois anos e meio sem freqüentar a escola porque seus pais, Cleber e Bernadeth Nunes, são adeptos do "homeschooling" (ensino domiciliar), movimento que reúne 1 milhão de alunos só nos EUA. Eles atribuem a decisão à má qualidade do ensino do país e à violência nas escolas.

O ensino domiciliar é uma prática proibida pela legislação brasileira, e o casal está sendo processado nas áreas cível e criminal -se condenados, podem perder a guarda dos filhos.

De hoje a quinta, os irmãos farão uma série de provas de conhecimentos gerais e de conteúdos curriculares compatíveis com a idade e referentes às 7ª e 8ª séries do ensino fundamental. O cronograma foi definido pela Secretaria de Estado da Educação e pelo Ministério Público Estadual.

O objetivo é avaliar se o conhecimento dos adolescentes é compatível com o de um aluno do ensino regular. O resultado das provas deve ser enviado até o próximo dia 27 ao Juizado Especial Criminal de Timóteo.

Na esfera cível, o casal Nunes foi condenado, por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao pagamento de multa de 12 salários mínimos e obrigado a rematricular os filhos na escola. Eles recorreram, e o processo tramita no Tribunal de Justiça de Minas.

No âmbito criminal, os pais estão sendo processados pela prática de crime de abandono intelectual, previsto no artigo 246 do Código Penal. Segundo o Ministério Público, o andamento da ação ainda depende de um estudo social da família -a ser feito pelo Serviço Social do Fórum de Timóteo- e a avaliação do grau de conhecimento dos adolescentes.

Cleber Nunes diz estar confiante no desempenho dos filhos durante as provas e espera que a Justiça conclua que a educação que eles recebem em casa é de boa qualidade. "Os meninos estão estudando muito o conteúdo das provas e parecem mais tranqüilos do que eu. Estou bem ansioso", afirma ele, designer autodidata que abandonou os estudos no primeiro ano do ensino médio.

Nunes contratou uma professora particular de matemática para reforçar o estudo dos garotos nessa disciplina. Em casa, o pai conta que os filhos aprendem retórica, dialética e gramática, aritmética, geometria, astronomia, música e duas línguas estrangeiras -inglês e hebraico. Estudam, em média, seis horas por dia.

Convívio escolar

Educadores afirmam que a função da escola vai além do ensino e que o convívio escolar tem papel importante na vida da criança e do adolescente.

"A família pode fornecer condições de socialização de outras formas, mas o difícil é ter esse contexto de sala de aula, de coletivo", afirmou a educadora Guiomar Namo de Mello.

Mello diz entender a posição dos pais que reivindicam o direito de ensinar os filhos em casa porque a escola pública hoje dificilmente oferece essas condições. "Mas tem o ponto de vista maior, que é preservar uma política pública. Não dá para deixar que cada um resolva a escolaridade do seu filho à sua maneira."

Para professor titular da Faculdade de Educação da USP, Nelio Bizzo, o "homeschooling" tem fundamento teórico para pessoas com orientação religiosa muito específica (como os quackers), mas não para as demais.